Onda de queda no preço do boi gordo abrange todas as praças brasileiras e já não há negócios acima de R$ 300/@

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BOI GORDO

Frigoríficos demonstram falta de apetite para compras de boiadas, por conta do adiamento dos abates e da entrada de lotes de animais terminados oriundos de confinamentos próprios, informa a IHS Markit

Nesta quarta-feira, 6 de outubro, os preços do boi gordo e das fêmeas prontas para abater registraram fortes quedas em praticamente todas as principais praças pecuárias do Brasil, informa a IHS Markit.

“A ausência de muitas unidades de abate das compras de gado gordo vem intensificando a pressão baixista”, diz a consultoria.

A dificuldade em dar maior vasão ao estoque de carne bovina e a falta de um aceno por parte da China quanto ao retorno das embarques brasileiros seguem repercutindo negativamente no mercado físico, acrescenta a IHS.

Novos boatos de mais plantas frigorificas optando por férias coletivas circulam atualmente no mercado pecuário.

“Muitas indústrias frigoríficas não dispõem de uma necessidade mais urgente de compra de boiada, por conta do adiamento dos abates e da entrada de lotes de animais terminados oriundos de confinamentos próprios (boiteis)”, justifica a IHS.

Com isso, as indústrias trabalham hoje com escalas confortáveis, relata a consultoria, acrescentando que existem plantas frigorificas que já estão fechando as suas programações de abate para a última semana de outubro.

Do lado de dentro das porteiras, o cenário também é muito desanimador, observa a IHS.

“Os elevados custos com nutrição animal não permitem a retenção dos lotes terminados e, ao mesmo tempo, a ponta vendedora relata que não há uma procura consistente por boiada em função do afastamento dos frigoríficos das comercializações”, ressalta a consultoria.

Os poucos e isolados negócios no mercado do boi gordo envolvem volumes muito pequenos, o que eleva a pressão baixista.

Entre as principais praças pecuárias do País, algumas indústrias efetivaram negócios no interior paulista e no Mato Grosso, informa a IHS.

Em São Paulo, apenas algumas unidades de abate que operam mais focadas no mercado doméstico abriram preço, mas logo em seguida se retiraram das compras.

Em Goiás, relata a IHS, há especulação sobre a paralisação dos abates em mais uma planta frigorífica.

No Tocantins e no Pará, os poucos registros de negócios ocorreram a preços mais baixos e com pequenos lotes.

Na bolsa B3, depois da derrocada verificada nos dias anteriores, os preços dos contratos futuros do boi gordo voltaram a registrar ganhos, efeito de um movimento de compras de oportunidades, diz a IHS.

Apesar da pressão baixista existente no mercado físico, o setor ainda trabalha com a expectativa de retomada no consumo interno e das exportações da proteína, o que poderá destravar o mercado físico.

No atacado, os preços dos cortes de ponta de agulha cederam nesta quarta-feira, enquanto os demais permaneceram estáveis.

O ritmo das vendas da proteína ainda evolui a passos lentos, o que vem permitindo ajustes mesmo sem a alegação de excedentes de ofertas, informa a IHS.

O preço do couro industrial também cedeu no dia. A exceção foi o sebo industrial, que registrou nova alta no preço.

O setor ainda aguarda um ritmo mais intenso do escoamento da produção para devolver liquidez ao mercado físico. Os abates continuam regulados visando evitar formação de estoques da proteína, enfatiza a IHS.

Cotações máximas desta quarta-feira, 6 de outubro, segundo dados da IHS Markit:

MS-Dourados:boi a R$ 281/@ (à vista)vaca a R$ 271/@ (à vista)

MS-C.Grande:boi a R$ 283/@ (prazo)vaca a R$ 273/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:boi a R$ 281/@ (prazo)vaca a R$ 268/@ (prazo)

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