Milho: B3 recua na 6ªfeira e acumula perda de 3% na semana

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Chicago consolida queda semanal de 2%

A sexta-feira (08) chegou ao fim com os preços futuros do milho registrando poucas movimentações na Bolsa Brasileira (B3) e flutuando em campo misto. 

O vencimento novembro/21 foi cotado à R$ 88,60 com alta de 0,06%, o janeiro/22 valeu R$ 88,99 com elevação de 0,53%, o março/22 foi negociado por R$ 88,80 com queda de 0,64% e o maio/22 teve valor de R$ 87,30 com baixa de 0,47%.

Na comparação semanal, os contratos do cereal brasileiro acumularam desvalorizações de 2,74% para o novembro/21, de 3,32% para o janeiro/22, de 3,60% para o março/22 e de 0,47% para o maio/22, em comparação com o fechamento da última sexta-feira (01).

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o milho está acomodado no mercado interno e não tem muito folego para avançar para o lado positivo, devido ainda termos muitos volumes para negociar.

“O mês de outubro vai ser o limiar para muitos compradores então estamos passando o tempo dos negócios de milho. Depois só vamos voltar lá em janeiro, quando já teremos colheita da safra verão”, diz.

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho se movimentou pouco nesta sexta-feira. A única valorização encontrada pelo levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas foi em Porto Paranaguá/PR. Por outro lado, as desvalorizações só apareceram em Londrina/PR, Dourados/MS, Amambai/MS e Campinas/SP.

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, “o mercado físico do milho se depara com significativa melhora da fluidez e os preços se aproximam de R$ 91,00/sc em Campinas/SP”.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) começou o último da semana subindo para os preços internacionais do milho futuro, mas encerrou as atividades de sexta-feira recuando.

O vencimento dezembro/21 foi cotado à US$ 5,30 com perda de 3,50 pontos, o março/22 valeu US$ 5,39 com desvalorização de 3,50 pontos, o maio/22 foi negociado por US$ 5,44 com queda de 3,25 pontos e o julho/22 teve valor de US$ 5,45 com baixa de 3,00 pontos.

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (08), de 0,75% para o dezembro/21, de 0,74% para o março/22, de 0,73% para o maio/22 e de 0,55% para o julho/22.

Na comparação semanal, os contratos do cereal norte-americano acumularam desvalorizações de 2,03% para o dezembro/21, de 1,82% para o março/22, de 1,81% para o maio/22 e de 1,80% para o julho/22, em comparação com o fechamento da última sexta-feira (01).

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho fizeram uma tentativa modesta de subir no pregão da manhã de sexta-feira, mas os preços voltaram ao vermelho no fechamento, caindo abaixo da média móvel de 20 dias.

A publicação destaca que o mercado aguarda a divulgação do relatório WASDE de outubro, na próxima terça-feira, com analistas esperando ver as estimativas de produção de milho para 2021 diminuir ligeiramente, de 14,996 bilhões (380,898 milhões de toneladas) em setembro para 14,973 bilhões de bushels (380,314 milhões). Isso pressupõe rendimentos médios de 176,0 bushels por acre (184,1 sacas por hectare) em 85,095 milhões de acres (34,437 milhões de hectares) colhidos.

Fonte: Notícias Agrícolas

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