Boi gordo beira os R$ 275/@ em São Paulo, um tombo de R$ 35/@ no período de 30 dias, informa IHS Markit

0
Aumento nas exportações brasileiras de carne bovina na primeira semana de janeiro/21

Na avaliação da consultoria, os ajustes negativos nos preços da arroba refletem o baixo interesse pelas compras por parte da maioria das indústrias frigoríficas brasileiras

Nesta segunda-feira, 11 de outubro, véspera do feriado nacional, o mercado físico do boi gordo manteve a tendência de baixa na maioria das praças pecuárias brasileiras, informa a IHS Markit.

Em São Paulo, o macho terminado já é negociado abaixo de R$ 280/@ (a R$ 276/@, a prazo, conforme apurou a IHS).

Por sua vez, a vaca pronta para abater é vendida a R$ 266/@ (veja abaixo as cotações atuais nas principais regiões do País).

Segundo os dados levantados pela Scot, o boi gordo, a vaca e novilha são negociados nas praças paulistas por R$ 280/@, R$ 265/@ e R$ 282/@, respectivamente  (preços brutos e a prazo).

Na avaliação da IHS, os ajustes negativos nos preços da arroba refletem o baixo interesse pelas compras por parte da maioria das indústrias brasileiras, que ainda preferem aguardar o fim do impasse envolvendo a suspensão dos embarques de carne bovina ao mercado da China, devido ao registro de casos atípicos de vaca louca no Brasil, confirmados em 4 de setembro.

“Muitas indústrias frigoríficas alegam possuir um elevado volume de mercadoria nas câmaras frias e temem pela continuidade do impasse comercial envolvendo os importadores chineses”, destaca a IHS.

Além disso, continua a consultoria, muitas unidades de abate trabalham com escalas confortáveis, devido à entrada de animais oriundos de confinamentos próprios, o que tirou quase que completamente a necessidade de compras mais urgentes de boiada gorda.

Por sua vez, o pecuarista que esperara por uma demanda mais consistente nesta época do ano se viu refém de um cenário desanimador, sem demanda para absorver seus lotes de bovinos já prontos para abater.

“Os custos elevados da nutrição não permitem reter os lotes no cocho, sobretudo quando estes atingem seu ponto ideal para abate”, observa a IHS.

Na B3, os contratos futuros do boi gordo até chegaram a esboçar recuperação no fechamento da última sexta-feira, com as posições para 2021 tendo reagido em mais de R$ 3/@, informa a IHS.

No atacado, as vendas ainda evoluíram de forma irregular. Nesta segunda-feira, por efeito da véspera de feriado, muitos distribuidores e varejistas estiveram ausentes dos negócios, relata a IHS.

No entanto, a oferta se mostrou bem ajustada à demanda, o que permitiu suporte a manutenção dos preços dos principais cortes bovinos, bem como do sebo e couro industrial.

Cotações máximas desta segunda-feira, 11 de outubro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 264/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

Fonte: Portal DBO

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui